Transtorno do Espectro Autista
Por Juliana Torres
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) também chamado de Desordens do Espectro Autista (DEA ou ASD em inglês), recebe o nome de espectro, por conta da multiplicidade de sintomas e níveis que as pessoas apresentam.
Cada indivíduo com autismo possui suas próprias manifestações, tornando-o único dentro do espectro, pois são apresentações muito diferentes umas das outras, em um grau que vai do mais leve à mais grave.
Todavia, todas essas pessoas, em menor ou maior grau estão relacionadas. Dados do estudo estadunidense Autism and Developmental Disabilities Monitoring (ADDM) estimam que uma a cada 44 crianças na faixa etária de oito anos possui algum grau de autismo.
Para chegarmos ao diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista é necessário que esse indivíduo apresente três características fundamentais, que poderão manifestar-se juntas ou de forma isoladas. São elas:
Dificuldade de comunicação por deficiência no uso da linguagem e da imaginação para lidar com situações simbólicas.
Dificuldade na socialização, seja o individuo que prefere se esquivar no contato social ou socializa de forma inadequada (veja o vídeo para entender mais sobre a socialização).
Padrões de comportamento restrito e repetitivo, costumam se manifestar desde a infância como por exemplo alinhar os brinquedos ou ficar rodando os objetos, repetindo as mesmas frases, e o interesse restrito consiste em fixação pelo mesmo assunto, brinquedo ou objeto não se interessando por outros temas.
O diagnóstico é clínico, ou seja, até o momento não há exames laboratoriais ou de imagem que possam apontar o transtorno. Todavia, o profissional responsável pela avaliação baseia-se em sintomas e sinais e leva em consideração os critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS), o comprometimento e o histórico do paciente, sendo necessário que se faça uma boa anamnese e que seja estudada a vida do paciente desde a concepção.
Causas do autismo
O psiquiatra austríaco Léo Kanner considerava a causa para o autismo de fator biológico, depois (1954) essa causa passa a ser psicológica, e posteriormente (1956) de cunho biológico e genético. Hoje o que sabemos é que o TEA é causado por uma combinação de fatores genéticos e fatores ambientais.
Apesar de importantes, os fatores genéticos não atuam de forma singular, sendo sua ação influenciada ou catalisada por fatores de risco ambiental, incluindo, entre outros, a idade avançada dos pais no momento da concepção, a negligencia extrema aos cuidados da criança, e a exposição a certas substâncias durante o período pré-natal.
Contudo, saber como é o cérebro dessas pessoas ainda é um mistério para a neurociência.


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